Atualmente, a ilha de Cuba nos vestibulares volta a ser um tema quente devido ao agravamento de sua crise histórica. Desde janeiro de 2026, o governo dos Estados Unidos mantém um bloqueio energético rígido contra o país. Essa medida impede a chegada regular de combustíveis à região.

Como resultado, a população enfrenta apagões que ultrapassam 40 horas consecutivas. A escassez afeta diretamente o fornecimento de água, os serviços de transporte e o acesso a itens básicos, como alimentos e remédios.

O impacto humanitário segundo o governo cubano

Em entrevista concedida à colunista Mônica Bergamo durante passagem por Havana, publicada em agosto, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou:

“genocídio silencioso”

Ele utilizou o termo para acusar a postura dos Estados Unidos em relação ao povo cubano. Na ocasião, o líder citou dados dramáticos do cenário local, como o aumento superior ao dobro na taxa de mortalidade infantil e milhares de doentes sem tratamento adequado por falta de suprimentos e eletricidade.

As raízes históricas: da Revolução de 1959 à Guerra Fria

Para compreender o cenário atual, é preciso voltar ao século passado. A Revolução Cubana de 1959, liderada por Fidel Castro, derrubou o ditador Fulgencio Batista e alterou os rumos do continente americano.

Logo após a tomada do poder, o novo regime nacionalizou empresas privadas locais e estrangeiras. Essa decisão provocou o rompimento formal com Washington e selou a aliança estratégica com a União Soviética.

Durante a Guerra Fria, Moscou injetou bilhões de dólares na economia da ilha. Essa ajuda financeira sustentou o modelo socialista cubano por décadas.

O colapso do bloco soviético e a reestruturação

Com o fim da União Soviética no início dos anos 1990, a estrutura econômica de Cuba sofreu um golpe severo. O comércio exterior encolheu de forma drástica em pouco tempo.

Diante da emergência econômica, Fidel Castro foi obrigado a implementar reformas pontuais para abrir gradualmente o mercado e atrair capitais externos.

Como o assunto aparece no Enem e na Fuvest

A trajetória histórica de Cuba surge com frequência nas provas de Ciências Humanas. Os exames cobram tanto a memória do século 20 quanto os reflexos contemporâneos da Ilha.

Temas mais recorrentes nas provas:

  • Características do processo revolucionário: a queda de Fulgencio Batista e o estabelecimento do regime de Fidel Castro.

  • Alinhamento na Guerra Fria: a dependência em relação à URSS e o papel da ilha na geopolítica do período.

  • Embargo econômico: as origens das sanções aplicadas pelos Estados Unidos a partir de 1962 e seus efeitos contínuos.

  • Atualidades e reformas: as tentativas recentes de abertura interna e os desdobramentos das crises energéticas e sociais.

Compreender essa linha do tempo ajuda o estudante a articular fatos do passado com os acontecimentos geopolíticos recentes.

Share.