O Inep publicou na sexta-feira (18) a Cartilha da Redação do Enem 2026, material essencial que traz as diretrizes de avaliação, instruções técnicas e textos exemplares do exame.

Para conferir o arquivo na íntegra, o estudante deve acessar o portal oficial do órgão, que disponibiliza o link com acesso imediato à publicação.

As novidades nos critérios de avaliação

Uma das principais atualizações no documento deste ano está centrada na quinta competência de avaliação. O texto traz um detalhamento inédito para diferenciar uma proposta real de intervenção de uma simples constatação.

A orientação é clara: a proposta exige uma ação efetiva para combater ou transformar o problema. Por outro lado, constatar significa apenas descrever a situação existente, sem sugerir mudanças práticas.

Alerta sobre fórmulas prontas e citações de bolso

O guia reforça o cuidado com o chamado “repertório de bolso”, marcado por citações genéricas decoradas para aplicação em qualquer temática.

Apenas inserir uma referência correta não garante pontos. O repertório precisa demonstrar vínculo direto com a pauta e atuar de forma produtiva na defesa da tese.

Em edições anteriores, candidatos e professores relataram uma queda expressiva nas pontuações. Em resposta às dúvidas, a autarquia enfatizou sua posição oficial:

“O Inep negou ter alterado os critérios de correção e atribuiu a percepção, entre outras hipóteses, ao uso mais frequente de modelos prontos e de ‘repertórios de bolso’.”

O órgão destacou ainda que trechos desvinculados do tema já sofriam penalizações no passado, mas o uso massivo dessas estruturas tornou a fiscalização ainda mais rigorosa.

Mecânica da correção e notas dos avaliadores

A pontuação final do participante resulta do trabalho independente de dois corretores formados em Letras ou Linguística. Cada profissional atribui de 0 a 200 pontos por competência.

Havendo diferença superior a 100 pontos na nota global ou superior a 80 pontos em um quesito específico, o texto segue para um terceiro avaliador. Persistindo o impasse, uma banca com três especialistas assume a análise.

Vale lembrar que inserir título na redação é opcional e não gera pontos adicionais. No entanto, usar símbolos gráficos, desenhos ou marcas sem função textual no título pode zerar a folha de respostas.

A fuga total ao tema exigido ou o descumprimento da estrutura dissertativa-argumentativa também figuram entre as falhas graves que zeram a prova.

Entenda as 5 competências cobradas na prova

Competência 1

Mede o conhecimento da norma-padrão da língua escrita, englobando pontuação, crase, concordância, regência, acentuação, ortografia e vocabulário.

Competência 2

Analisa a interpretação do tema proposto, o respeito ao formato dissertativo-argumentativo e o uso de repertório sociocultural legítimo.

Competência 3

Examina a organização do projeto de texto, avaliando a seleção, relação e interpretação lógica de dados e fatos em defesa do ponto de vista.

Competência 4

Foca na coesão textual, observando a aplicação correta de conectivos, operadores argumentativos e recursos de referenciação.

Competência 5

Exige uma proposta de intervenção social alinhada aos direitos humanos. O texto precisa detalhar a ação, o agente responsável, o meio de execução e o impacto esperado.

Recursos de estudo e amostras com nota máxima

A publicação traz orientações destinadas aos participantes com direito ao atendimento especializado.

Para servir de modelo prático, o Inep incluiu redações nota 1.000 da edição de 2025, cujo tema abordou “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Todos os textos contam com análises pedagógicas detalhadas.

Calendário e divisão do tempo de prova

A etapa da redação ocorre no primeiro domingo do exame, no dia 8 de novembro. Os inscritos terão 5 horas e 30 minutos para responder aos itens de Ciências Humanas, Linguagens e produzir o texto.

No segundo dia de aplicação, os candidatos dispõem de 5 horas para resolver as questões de Matemática e Ciências da Natureza.

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